Ivo Cyro Caruso
A observação é a contemplação de um fenômeno, tal
como efetivamente ocorre. Ao observar deve-se permitir que o fenômeno se
desenvolva e se apresente tal como é. O observador não o deve alterar ou
intervir, pois assim modificaria os resultados. Desde que o fenômeno seja
repetido, ou possa ser repetido, em sucessivas é diferentes observações, o
pesquisador passa ao seu exame detalhado, quanto aos fatores que o gera, o
estimula, altera ou orienta para a sua finalidade.
O homem se encontra condicionado pelo espaço e pelo
tempo. O observador não consegue, sempre, conhecer o todo de um só lance.
Passa a conhecer a realidade por partes, ou partes da realidade. E essas
parcelas, as conhece aos poucos, uma a uma de cada vez, sucessiva,
progressiva e cumulativamente. O conhecimento se desenvolve ao longo do
tempo, através de um processo de acúmulo de resultados originados de
fracassos e êxitos, consignando as conquistas do conhecimento. Tal
processo e histórico e coletivo, sendo as conquistas do conhecimento
notadas por uma quebra de uma situação de passagem do já conhecido para o
desconhecido, que se desnuda, permitindo-se reduzir o campo do
desconhecido.
MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO
Um método depende do
objeto da pesquisa e não é improvisado.
Um sistema atua como base objetiva do método. O
sistema e o método se interligam. O método busca novos resultados. O
sistema científico se ocupa com a expressão total do conhecimento obtido,
referente à estrutura e comportamento do objeto estudado.
Uma divisão simples da metodologia de pesquisas,
entende:
- o método qualitativo, no qual a investigarão se concentra no processo, ou fenomenologia da ocorrência paranormal.
- o
método quantitativo, no qual a investigação destaca valores padrões e
uma medida relativa, numérica.da ocorrência.
A fenomenologia paranormal, todavia, e vista tanto
objetivamente e o método de investigação se diz da parapsicologia
objetiva, quanto subjetivamente e o método de investigação se diz da
parapsicologia subjetiva.
A primeira preocupação deve residir na
comprovação
da autenticidade do fenômeno paranormal, dentro de um
rigorismo científico esperado, uma vez que na maioria das vezes é
de natureza subjetiva.
No método qualitativo o fenômeno vale por si mesmo,
uma vez comprovada a sua autenticidade.
No método quantitativo o fenômeno é examinado por seus fatores e variáveis mensuráveis, vistos como grandezas, e, por isso, comparados e geralmente sujeitos ao tratamento estatístico.
De uma maneira muito sumária poderemos afirmar que no
método qualitativo controla-se o “médium”, enquanto no método
quantitativo controla-se o fenômeno. Ou tenta-se isso.
Geralmente uma pesquisa envolve
um grupo de
pessoas que devem ser heterogêneas quanto à formação filos6fica, religiosa
e profissional. Uma equipe ideal se constituiria de pesquisadores das
diversas áreas do saber, de diversas especialidades e afeitos aos diversos
domínios tais como da história, biologia, fisiologia, medicina. física,
química, filosofia, psicologia, psiquiatria, música, atores dramáticos e
mesmo mágicos e prestidigitadores e seus afins. O objetivo seria o de
interpretar, à luz do conhecimento atual em suas diversas áreas, os
aspectos de autenticidade, armadilhas, ou efeitos auditivos e luminosos,
montados no ambiente, ou seu redor, interna e externamente, bem como as
reações do “médium” e dos assistentes.
Uma pesquisa exige a elaboração de um plano global
das etapas a serem cumpridas, do método (se mais de um) a ser utilizado,
conhecimento de manejo dos dispositivos e instrumentos, se usados, dos
tipos de registros e anotações e quais as pessoas que as farão durante o
desenrolar do fenômeno. Tais registros e anotações devem ser efetuados
durante os fenômenos, logo após a sua conclusão e também algumas horas, ou
dias, depois antes de sua análise, a fim de que os fatos sejam analisados
sob o impacto do fenômeno e, mais friamente, superado o envolvimento
emotivo e
afetivo que por acaso possa ter ocorrido no momento do fenômeno.
Define-se “protocolo” o registro puro e
simples de cada passo do fenômeno observado, sem comentário, nem juízo. O
protocolo é a primeira fase de registro da observação de um fenômeno.
Todos os detalhes devem ser registrados, inclusive a movimentação das
pessoas.
Nota-se que os métodos de pesquisa da
parapsicologia ainda adotam posições muito próximas da psicologia. Assim
que, a pesquisa é centrada no estudo do “médium”, como indivíduo
paranormal, exaustivamente,
ou quase, e parece não se afastar do método clínico
da psicologia.
A expressão clínico tem aplicação ao nível da
“normalidade” e se caracteriza como uma
forma de pesquisa que tem por base a observação a longo prazo
típico do método clínico. Neste contexto expressa o método em causa e que
se destina a revelar o mais exaustivamente quanto possível, e com rigor
científicos de maneira qualitativa e descritiva, certas formas de conduta,
em clima de bom relacionamento e de familiaridade, entre o sujeito
observado e os pesquisadores. O método clinico, quanto ao desempenho dos
fatores envolvidos, pode-se apresentar com a mesma eficiência e
objetividade que caracterizam o método experimental. Na generalidade,
parece ter grande importância ,
quando prevalece o propósito de conhecer a
problemática individual do “médium”. E passa a ser justificado:(a)
diante de um sujeito paranormal, como caso individual;(b) quando o
objetivo é descobrir a problemática desse sujeito paranormal; e (c) como
expressão de preocupação em preparar-se diagnóstico do tipo de
paranormalidade com que se defronta o pesquisador.
O método clínico se baseia no procedimento de
compreensão, enquanto o método experimental se ocupa na busca
de uma explicação.
O método experimental se faz através de
experiências e é exercido pela observação dos aspectos e
comportamentos dos indivíduos, seu relacionamento com os outros, com
dispositivos ou instrumentos, em situações predeterminadas e sob controle,
de modo a exibir favoravelmente aquelas manifestações que um estudo, ou
análise prévia, indicou como as mais relevantes. Nas experiências, as
observações se
utilizam dos sentidos ou de seus desdobramentos e extensões
designados instrumentos adequados e preparados para efetuar as
medidas do experimento.
O método experimental se aplica às manifestações
quantitativas e qualitativas, através das quais os indivíduos e seus
comportamentos se revelam. Nos casos em que os aspectos
quantitativos são mais relevantes, predomina o caráter de medição
do método, enquanto que, se os aspectos qualitativos são enfatizados,
predomina o caráter da crítica. Em qualquer caso, a aplicação do método é
precedida de um plano elaborado visando a identificar as indagações mais
relevantes, no estágio da pesquisa, e as vias para a sua resolução.
Os métodos estatísticos se fundamentam. na
probabilidade estatística que é a disciplina que permite a tomada de
decisões, ditas justas, em face da incerteza. Aplicam-se bem no estudo de
fenômenos aleatórios e comportamentais, em função da complexidade do
comportamento humano do “médium” e a incerteza associada aos estados da
natureza dos fenômenos parapsicológicos.
O método de medição mais generalizado é
o da comparação, segundo o qual os atributos de
medida são fixados por números relativos a uma unidade da grandeza
considerada e adotada para a medida. Esses atributos de medida são fixados
e se referem aos atributos similares de dispositivos especiais definidos
como padrões. Uma variante é
o método de anulação, que utiliza medições
controladas administrando quantidades até que anule os aspectos
quantitativos de um atributo similar.
O método patológico é
aquele que se dedica ao estudo dos padrões anormais
do comportamento do indivíduo. Caracteriza-se por colocar em relevo o
conhecimento da própria estrutura patológica e, por comparação,
obter o conhecimento das formas normais da conduta, o que pressupõe o
emprego coordenado do método comparativo associando os aspectos entre o
normal e o patológico. Neste contexto expressará o que se deve definir
como patológico, diferenciado do que é parapsicológico, por exemplo, um
caso de dissociação tipicamente esquizofrênica, de clarividência
parapsicológica. Esta última seria normal sob o ponto de vista
parapsicológico.
O método fatorial, muito utilizado em psicologia,
trata da análise dos fatores e seu “peso” postos em jogo no fenômeno, já
está sendo aplicado em psicologia transpessoal e é
de se sugerir a sua utilização em mais ampla escala
nas pesquisas de natureza qualitativa dos fenômenos parapsicológicos, com
as devidas adaptações.
No que se refere à apreciação dos fenômenos
parapsicológicos como atividades comunicativas ou informáticas de
interações de estruturas do mundo pessoal do “médium”, seu mundo interior
e exterior, com seus conflitos e adaptações às relações
tipicamente Eu-Mundo, vivenciais e de cosmovisão
desse mesmo “médium”,
não se deve afastar
a idéia das aplicações dos conhecimentos da teoria
da comunicação na análise dos fenômenos parapsicológicos. Neste sentido o
autor desta apostilha já
fez uma tentativa, levada a Congresso e existente
nos arquivos do IPPP.
Qualquer método tem suas limitações, pelo que o
rigor científico deverá sempre ser perseguido pelo pesquisador.
Os métodos se enfeixam em um dos fundamentos dá
indução e da dedução, considerados os métodos fundamentais da ciência e do
pensamento filosófico e, resumidamente:
- a dedução consiste em passar do geral para o
particular;
-
a indução consiste em passar do particutar para o geral.
O método dedutivo, utilizando o silogismo como
base, é designado também de método analítico, pois separa, ou
divide, analisando, o que está reunido nas premissas. Sofre a crítica de
ser tautológico, isto é, encontrar na conclusão a mesma cousa que
já se acha dita nas premissas.
O método indutivo compreende a observação, a
hipótese, a experiência e a indução propriamente dita, que consiste na
generalização dos resultados da experiência.
Ora, o resultado de uma experiência, ou
processo de observação depende de sucessivas fases experimentais e pelo
mesmo nível de controle sobre as condições ambientais. Isso não obriga,
necessariamente, à repetição do sucesso esperado. O pesquisador poderá
formular, dentre outras, as seguintes indagações:
- qual desses sucessos, ou
combinações deles, se deve adotar?
- como
distinguir, dentre duas seqüências de sucessos, aqueles provenientes da
mesma (ou de diferentes) experiências?
Obviamente, o efeito do controle das variáveis que comparecem em uma experiência, mesmo naquelas mais simples, deve ser levantado pelo observador. Deverá examinar cada variável, suas próprias limitações nos controles e o conjunto dessas limitações deverão ser consideradas nos erros de observação. O controle desses erros, isto efetivado, ou pelo menos tentado, por meio de redução, determinará o rigor do processo e da observação, em um determinado estágio da pesquisa e do conhecimento.
Uma única observação efetuada com
base em um método adequado e dentro do rigor de controle permitido, vale
mais do que diversas observações de experiências não controladas, ou
frouxamente controladas, por melhor que seja o método e mais bem
intencionado que deseje ser o observador. Tanto mais que nos fenômenos
paranormais, geralmente com o “médium” em estado alterado da consciência,
ou sob um estado de vivência subjetiva, os processos de observação
dependem da percepção, da sensibilidade dos sentidos, da riqueza do
vocabulário, da imaginação e criatividade. Isso não somente por parte do
“médium”, mas também por parte do observador.
O fenômeno paranormal existe e se define por suas características. Para escolher-se os métodos de aplicação as principais características devem ser bem conhecidas.
Designa-se um fenômeno normal todo o acontecimento cujo mecanismo causal eficiente se enquadra no conjunto das leis que se admitem governarem os processos da natureza. A conseqüência dessas condições definidoras é a exigência de um domínio de fatos observáveis e o conhecimento dos processos que os desencadeiam, quanto às causas e efeitos, controle e previsão dos processos.
Designa-se fenômeno paranormal todo o acontecimento fora do conjunto dos fatos normais para os quais ainda não se dispõe de conhecimento das leis e comportamentos. No domínio dos fatos observáveis, as interações dos fatores e dos efeitos às causas possíveis são geradas por processos ainda desconhecidos e não controláveis.
O fenômeno paranormal, do domínio da parapsicologia, existe, é tudo o que sabemos, por enquanto.
As principais características do fenômeno paranormal se
resumem em:
a - a ocorrência observável é rara e geralmente fugaz. Em outras palavras, de muito pequena freqüência e tempo de duração relativamente reduzido;
b - a ocorrência não tem qualquer dependência da vontade do sujeito; a ocorrência é também de difícil repetição dependente da vontade do sujeito paranormal;
c - a ocorrência tem o caráter de imprevisibilidade, o que dificulta e complica o preparo de indagações padronizadas;
d - o aspecto inteligente e intencional do fenômeno é facilmente detectável; o que dificulta o curso que os observadores tenha planejado;
e - a ocorrência envolve fatores e variáveis cujos aspectos são a insegurança e a imprecisão dos testemunhos pessoais; o que exige que vários testemunhos sejam registrados e confrontados entre si;
f - a semelhança de certos fenômenos paranormais com acontecimentos normais pode confundir a sua observação; o que exige a anulação, ou exclusão de cada fator perturbador, e isso exige paciência e longa duração das observações;
g - a nossa profunda ignorância com relação ao mecanismo e às leis desses fenômenos, pelo que exige do observador não permanecer preso a hipóteses e modelos apriorísticos.
CLASSIFICAÇÃO
A contigüidade com os fenômenos psicológicos traz um
problema de linguagem e de tentativa das primeiras interpretações dos
fenômenos estudados pela parapsicologia ser feita no domínio da
psicologia. Todavia, utiliza-se já desde as primeiras análises as séries
dos conhecimentos de história, história das religiões, biologia,
fisiologia, psiquiatria e psicanálise, física e.química, estatística e
outras, de áreas até mesmo bastante diversas, tal como a prestidigitação.
Algumas indagações de ordem filosófica e teológica, também são feitas, afinal, a partir de alguns fatos paranormais atribuíveis a agentes “theta” (tais como acerca da sobrevivência “post-mortem”).
O 1º Congresso Internacional de Parapsicologia,
Utrecht 1953, adotou a nomenclatura de Thouless e Wiesner, designando
fenômenos PSI todos os que englobam fenômenos paranormais conforme
definidos pelo congresso. A metodologia de pesquisas desses fenômenos não
pode afastar-se de uma classificação dentro do domínio de cada grupo dessa
nomenclatura:
1) Psi-gama: estuda a série dos fenômenos subjetivos.
São designados ESP (extra-sensorial perception) percepção extra-sensorial
pela escola de J. B. Rhine. Esse grupo compreende os fenômenos que a mente
como comunicadora. Classificam-se, neste grupo:
Telepatia: quando
há comunicação direta de mente a mente, sem intermediário comum.
Precognição: quando
há percepção de fato que irá ocorrer em data futura.
Clarividência:
quando há percepção direta dos fatos do mundo físico, independentemente do
uso dos sentidos fisiológicos normais.
2) Pai-kapa: estuda os fenômenos objetivos compreendendo a ação direta da mente sobre os objetos físicos.
A esses grupos,
posterior ao Congresso acima mencionado, tem sido acrescentado um
terceiro, o de fenômenos ditos psi-theta,
que entende a permanência (transitória ou por tempo indefinido) da
atividade da mente, mesmo após a morte biológica.
A classificação
acima está dada para o escopo desta apostilha.
J. B. Rhine
desenvolveu uma série de experimentos para determinar o grau de ESP de um
indivíduo, podendo classificá-lo em um dos grupos psi-gama. Outros
pesquisadores idealizaram experimentos mais complexos e outros mais, na
tentativa de classificar o sujeito em psi-kapa.
ALGUNS TESTES CLÁSSICOS
Mais adiante, em outro capítulo, será apresentado o baralho de cartas Zener, a partir do qual J. B. Rhine montou todo um método estatístico, através de técnicas adequadas a determinar a tendência probabilística de classificar percepção extra-sensorial em um dado indivíduo, após uma série exaustiva de experimentos. Baseam-se nas interpretações estatísticas, com o baralho Zener, que se mantém uma comunicação codificada de estrutura estatística bem definida.
Receptor ou percipiente é aquele que se submete à tentativa de captação da carta-alvo, aquela que está sendo posta à
decisão de acerto. Emissor é aquele que se esforça, ou tenta transmitir a
carta-alvo, quando o teste exige um emissor.
É importante um bom relacionamento entre o emissor e o receptor e entre este último e o pesquisador e outros assistentes. O clima durante o experimento deve ser descontraído e até mesmo lúdico.
O receptor não deve conhecer os resultados parciais de uma seqüência de vários testes, durante a execução da série de experimentos. Após a série dos experimentos, faz-se o tratamento matemático estatístico e interpretam-se os resultados, comentando-os em grupo.
Os principais testes com o baralho de cartas Zener abrangem:
Testes GESP (general extra sensorial perception) percepção
extra-sensorial geral: o emissor vê a carta-alvo e tenta transmitir o
símbolo ao receptor e este ultimo tenta “captar” telepaticamente. a
informação. É feita igual operação carta por carta. O experimento se
repete para todas as 25 cartas, completando um jogo depois do levantamento
da última carta. Reúnem-se as cartas, que são misturadas, corta-se o
baralho e repete-se o jogo, dentro do plano de experimentos anteriormente
elaborado.
Testes de pura telepatia: o emissor estabelece um código
determinado mentalmente, no momento de ser iniciado o teste, relacionando
um símbolo das cartas Zener a um número. Esse código não deve ser.escrito,
mas somente mantido mentalmente pelo emissor. Usa-se o baralho normalmente
e o receptor tenta “captar” o número-alvo a que corresponde o símbolo,
visto pelo emissor. É como se o receptor tivesse de decodificar o
símbolo-número codificado pelo emissor, que apenas está olhando a
carta-alvo.
Testes de precognição: o receptor tenta perceber a ordem
em que aparece a carta-alvo, uma de cada vez, enquanto as demais cartas
podem ser (ou também não) baralhadas (misturadas) antes de ser separadas.
A carta não é vista até o término do jogo. A mistura pode ser manual ou
através de máquina de baralhar.
Testes de clarividência: usa-se um anteparo em algumas
técnicas, como se acompanhará a seguir. Esse anteparo se destina a impedir
que o receptor veja as cartas dispostas do outro lado, mesmo que voltadas
para baixo (encobertas). O observador não descobre a carta. Cartas chaves
podem ficar por baixo do anteparo para que o receptor a toque ou a
movimente, indicando, assim, a sua resposta da carta-alvo.
O observador disporá as
cartas, sem vê-las, de acordo com a indicação do percipiente e fará as
anotações.
Há uma série de técnicas
desenvolvidas, cujo resumo é:
BT (basic technique) técnica básica: com uso de anteparo
opaco, o observador, sem descobrir as cartas à medida que o receptor
indica a resposta tocando a carta chave, anota cada indicação.
DT (down through) caminho para baixo: as cartas são
colocadas em um monte (às vezes num pequeno cofre), após misturadas as
cartas e cortado o baralho, o receptor deverá indicar a seqüência, ou
ordem sucessiva de cada carta, na ordem de cima para baixo.
ON (open matching) combinação aberta: as cartas.chaves são
vistas pelo percepiente. Não se usa o anteparo. As cartas-alvos apontadas
pelo percipiente são depositadas em fila, junto à carta chave indicada, O
observador efetua as operações e também faz as anotações.
BM (blind matching) combinação cega: as cartas chaves são
ocultadas, por um véu preto, ou com a face neutra para cima. A operação se
assemelha, no restante, à anterior ON.
STM (screened touch matching) combinação da carta tocada: as cartas chaves são ocultadas, postas por baixo no anteparo. O recepiente toca a carta velada ao indicar sua resposta.
As séries de testes de PK (psi-kapa) se realiza por meio
de dados ou outros objetos que possam sofrer a ação da mente.
Esses dados são jogados por máquina e mentalmente o sujeito sob teste deve agir no resultado de uma série de experimentos. Por exemplo, deverá influir mentalmente de modo a que os resultados sejam orientados pelo desejo intenso planejado. Num jogo de dados deve ser planejada uma série cujo desejo se oriente para resultados acima do 4 e logo após o mesmo numero de vezes dessa série orientado o desejo para resultados abaixo do 4.
Outra experiência se fez com gotas d’água caindo exatamente sobre um fio de navalha. O dispositivo é regulado de maneira a dividir cada gota em duas metades iguais, que se depositam em cubas separadas. Após rigorosa ajustagem, devidamente testada, em local isento de vibração e sem a participação do sujeito a ser testado, o teste pode ser iniciado. Então o sujeito a ser testado escolhe uma cuba e deverá, mentalmente, influenciar a queda das gotas de maneira que o fio da navalha encontre a gota desviada por esse “esforço” psicocinético.
Em 1951 Chevallier obteve sucessos discretos em desviar as gotas de um tal dispositivo. Em 1962 Cox repetiu essas experiências e obteve resultados significativos. Em 1961 aparece um registro na página 56 do International Journal of Parapsichology, de experiências realizadas por Wëinberger na alteração do ritmo da desintegração espontânea do radium, em decorrência da ação psicocinética de certos agentes humanos.
Nos capítulos seguintes serão apresentados com detalhes o baralho de cartas Zener e noções de probabilidade estatística aplicadas a jogos com baralho Zener, com o fito de despertar, através de noções simples, o interesse lúdico pela pesquisa do grupo psi-gama
No IPPP, o Dr. Valter da Rosa Borges criou o jogo teste com cartas Zener dispostas em quadrado de 5 colunas por 5 linhas ao que denominou teste Psi-Gestalt, que envolve a atenção do sujeito pelo aspecto que a disposição das cartas pode apresentar.