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BARALHOS ZENER E SOAL

 

Ivo Cyro Caruso

 

Cartas Zener

 

O Dr. Karl Zener foi colaborador do Dr. Joseph Banks Rhine e criou um baralho de 25 cartas que adquiriu o seu nome. As cartas do baralho comum foram substituídas pelas cartas Zener com relativo sucesso.

As figuras das cartas do baralho são:

 

Cada figura se repete cinco vezes. Ao todo há 5 cartas iguais “estrelas”, 5 iguais “ondas”, 5 iguais “cruz”, 5 iguais “círculo” e 5 iguais “quadrado”.

Para simplicidade de anotação e tipagem à máquina pode-se indicar: A, E, I, O, U; ou V, =, +, 0, L; isto é, como o:

a) uso de vogais: A   E   I   O   U

b) uso de símbolos: V   =   +   0   L

c) correspondência: estrela  ondas  cruz  círculo  quadrado

 

Neste trabalho usaremos as vogais A, E, I, O,U, sem emprestar, entretanto, qualquer conotação ordinal à posição dessas letras no alfabeto.

 

Cartas do Dr. S. G. Soal.

 

O baralho do Dr. Soal consiste de 25 cartas com cinco naipes. Cada naipe se repete em cinco cartas. Cada carta apresenta a figura de colorido vivo de um animal. Cada animal tem uma característica diferenciadora de qualquer outro: elefante; leão; girafa; zebra; pelicano.

 

Cartas Comuns.

 

Para quem desejar usar o baralho comum de 4 naipes, poderá faze-lo com os quatro naipes e cartas de figuras, assim:

 

5 cartas de quaisquer paus: símbolo P, lendo paus;

5 cartas de quaisquer espadas: símbolo E, lendo espadas;

5 cartas de quaisquer copas: símbolo C, lendo copas;

5 cartas de quaisquer ouros: símbolo O, lendo ouro;

5 cartas dos 4 reis e coringa: símbolo F, lendo figura.

 

Com um esquema semelhante, em casa, pode-se jogar a “adivinhação” com as cartas comuns, como se fossem as cartas ZENER ou SOAL.

 

Atitude Durante os Testes..

 

A palavra chave é bom “rapport”, isto é, um bom relacionamento entre as pessoas envolvidas na experiência.

O ambiente deve ser limpo, simples, arrumado e sem ruído irritante. Afinal, um ambiente acolhedor e descontraído.

Tanto o percipiente, quanto os operadores, devem manter-se descontraídos, tranqüilos e seguros.

A conversação desde o início deve ser amena. O diretor dos ensaios deve transmitir com segurança a síntese dos experimentos. A exposição deverá ser feita em tom sereno e linguagem simples, mas clara, compreensível e direta, sobre os objetivos da experimentação. Todavia o espírito lúdico e descontraído será preferível dentro do senso geral de que todos estarão envolvidos em uma agradável pesquisa, porém muito séria.

Os fracassos não devem ser interpretados como incapacidade ou inadequação intelectual do percipiente, ou dos emissores e receptores, quer individualmente, quer do conjunto das pessoas.

As palavras de estímulo ou neutras, serão dominantes no curso das experiências e quando necessárias.

 

OPERAÇÃO

 

Registros e Anotações.

 

As experiências serão realizadas entre pessoas que se inter-relacionem em uma sucessão de atos. Essas pessoas se dividem nas atividades de emissores, receptores, anotadores e fiscais ou observadores. Em cada série de testes (ver “Técnicas”) os atos de “descarte”, a contagem do tempo (cronometria), as pausas, a técnica propriamente dita, as anotações e registros, serão previamente planejadas e resumidamente dadas ao conhecimento de todos os participantes, de acordo com o método a ser aplicado.

Todas as anotações, após reconferidas, serão registradas com as observações desejadas, conforme a técnica planejada.

Registros são os fatos observados e registrados, durante os ensaios, tais como, as comunicações (respostas) e informações sobre o percipiente, caracteres das cartas-alvos, tempo cronometrado, hora, data, nome do percipiente, emissor, fiscal ou observador do experimento. São atos que intervêm diretamente nos ensaios.

Anotações são dados ambientais e preferências dos participantes da experiência, tais como ruídos, sons, cartas ou caracteres da preferência do percipiente, do emissor e mesmo de outros colaboradores presentes. Afinal, todas as ações e dados que possam, indiretamente, interferir no experimento.

 

 

Protocolo.

 

A ordem dos descartes segue o modelo abaixo, ou outro.

Primeiramente, registram-se as respostas indicadas pelo percipiente, usando-se para isso a linha RECEPTOR do modelo.

A seguir, registram-se as cartas-alvos, ou o estímulo emissor, na linha correspondente a EMISSOR do modelo.

Após os registros feitos e executada uma ou mais revisão, efetua-se o EMPARELHAMENTO, que consiste na comparação ordenada das cartas. Aí se tem o resultado, ou o desempenho, expresso em acerto ou Sucesso “S”, ou em erro ou Fracasso “F”.

Tomemos como denominação das linhas as seguintes convenções: O – para ordem, E – para emissor, R – para receptor e Re – para resultado. O protocolo de uma emissão e percepção simples de 25 cartas, de acordo com um ensaio, ficou assim registrado:       

 

 

 

O

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

E

O

I

A

U

E

I

O

U

I

A

E

A

O

E

I

U

O

A

E

U

I

U

O

A

E

R

I

O

A

E

I

O

A

U

A

E

O

A

E

A

I

U

A

E

I

U

I

U

E

A

O

Re

F

F

S

F

F

F

F

S

F

F

F

S

F

F

S

S

F

F

F

S

F

S

F

S

F

 

 

 

EMPARELHAMENTO

 

Acertar na carta-alvo.

 

 

Denomina-se emparelhamento o processo de registrar-se ordenadamente as 25 cartas-alvos e as correspondentes respostas do percipiente.

A verificação é feita por simples comparação do caráter, ou figura, tendo-se acerto ou sucesso, “S”, ou erro, ou fracasso “F”.

O emparelhamento visa o resultado de cada ensaio, na sua ordem seqüencial. Esse emparelhamento é uma primeira medida do desempenho de cada ensaio. Considera a indicação do percipiente em relação à carta-alvo, ou carta-objetivo, que se expressa por carta zero, também carta (0).

Deslocamentos são resultados observados após o deslocamento da resposta, em relação à carta (0), para a direita ou para a esquerda.

Para as limitações do estudante, nesta fase, é aconselhável analisar-se deslocamentos de apenas uma ordem para a direita, que também se indica por deslocamento (+1) ou, ordem para a esquerda, indicado por deslocamento (-1). A Análise do deslocamento é útil na observação da “referência” do percipiente.

Se o percipiente apresenta maior nível de acerto em “referência” ao futuro, por deslocamento (+1), à direita, diz-se que o mesmo apresenta “referência” sugestiva, em um ensaio, à precognição.

Se se observa deslocamento (-1), à esquerda, pode-se dizer que a “referência” do percipiente é sugestiva, em um ensaio, à retrocognição, ou sobre o passado.

Através dessas observações de maior número de acertos na carta (0), ou nos deslocamentos (+1), ou (-1), se sistemáticos, pode-se adequar as técnicas referentes à telepatia, precognição e clarividência.

A seguir são apresentados dois emparelhamentos, sendo o primeiro na carta (0) e o segundo na carta (+1). Trata-se de um exemplo experimental. O leitor poderá preparar o emparelhamento da carta (-1), como exercício.

Os resultados desses deslocamentos são orientativos quanto a uma revisão do tipo de técnicas de ensaios, bem como, do próprio planejamento.

Comecemos a examinar a seqüência dos ensaios verificados no jogo completo em que se verificam 6 sucessos, ou 6S.

Seja a seguinte seqüência ou protocolo:

 

 

 

O

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

E

I

O

E

A

O

E

A

I

U

I

E

U

I

O

E

A

I

U

E

I

O

A

I

O

E

R

O

E

E

O

U

A

A

O

U

E

O

I

I

E

O

I

A

O

E

A

O

U

O

E

A

Re

 

 

S

 

 

 

S

 

S

 

 

 

S

 

 

 

 

 

S

 

S

 

 

 

 

 

 

Para não sobrecarregar, somente marcamos S dos acertos. Façamos, então, o deslocamento na linha “R” de uma ordem à direita, ou seja um emparelhamento na carta (+1):

 

O

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

E

I

O

E

A

O

E

A

I

U

I

E

U

I

O

E

A

I

U

E

I

O

A

I

O

E

R

+

O

E